quinta-feira, 6 de maio de 2010

Gremio também classifica

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Os Meninos da Vila que se cuidem. Aí vai um time que se alimenta de Copa do Brasil. São quatro títulos nas costas, o maior vencedor ao lado do Cruzeiro. Nesta quarta-feira, o Grêmio confirmou a vaga nas semifinais da competição ao derrotar o Fluminense por 2 a 0 . No Olímpico, em Porto Alegre, o time de Silas nem precisou usar a vantagem conquistada no Maracanã, semana passada, com a vitória por 3 a 2. O Tricolor gaúcho vai enfrentar o Santos, que passou pelo Atlético-MG, também nesta quarta. Valente, o Flu de Muricy Ramalho se despede.

Em 18 participações, é a décima vez que o Grêmio fica entre os quatro melhores. A última vez foi em 2001, ano em que conquistou o tetra. As semifinais começam na semana que vem. O sorteio dos mandos de campo será realizado nesta quinta-feira, às 14h, na sede da CBF, no Rio.

No próximo fim de semana, começa o Campeonato Brasileiro. Os dois times vão jogar fora de casa. O Grêmio estreia no sábado, contra o Atlético-GO, no Serra Dourada, em Goiânia. O Fluminense joga em Fortaleza, domingo, contra o Ceará, no Castelão. As duas partidas serão às 18h30m (de Brasília).

A promessa era de um jogo franco. A necessidade de vencer por dois gols de diferença obrigou o técnico Muricy Ramalho a escalar o Fluminense com três atacantes: André Lima centralizado, Wellington Silva aberto pela direita, e Adeílson na esquerda. Sem Fred, que se recupera de uma cirurgia de apendicite, caiu sobre Darío Conca toda a responsabilidade de comandar o time. O argentino, que fez falta no jogo do Maracanã, não se omitiu. Tentou organizar o setor ofensivo com bons passes e velocidade nos contra-ataques desde o princípio.

Sem o zagueiro Rodrigo, o lateral-direito Edílson e o volante Willian Magrão, todos suspensos, Silas mudou o Grêmio. O zagueiro Mário Fernandes foi improvisado na lateral direita, Ozeia e Rafael Marques formaram a dupla de zaga, e Fábio Rochemback atuou na contenção. O treinador também fez uma mudança técnica e escalou Hugo no lugar de Leandro.

Sobravam vontade e correria, mas as equipes produziam pouco. O Grêmio chegou duas vezes na bola aérea, aos quatro e aos 22. Na primeira, Mário Fernandes cruzou da direta, e Jonas cabeceou mal. Borges fez o mesmo, após levantamento de Fábio Rochemback. Foi de Conca a primeira chance do Flu, aos nove, numa cobrança de falta colocada que Victor defendeu tranquilamente.

O toque de bola não era o ponto forte das equipes. Foram vários erros de passe. As jogadas trabalhadas só começaram a aparecer aos 31 minutos. Douglas tabelou com Jonas na entrada da área, recebeu de volta e bateu colocado, pela linha de fundo. Pouco depois, a dupla de ataque azul, uma das melhores do Brasil na temporada, apareceu. Jonas arriscou de fora da área e errou o alvo. Lançado por Hugo, Borges tocou na saída do goleiro Rafael, mas o chute saiu fraco e sem direção.

No Flu, tudo era produzido por Conca. Mas houve quem ajudasse. Num chute de fora da área, Marquinho por pouco não abriu o placar, aos 39. A bola passou bem perto da trave esquerda de Victor. Um minuto depois, o argentino passou a André Lima, que deixou o garoto Wellington Silva livre na área. O chute rasteiro se perdeu pela linha de fundo. Com o empate sem gols, o Grêmio colocava um pé na semifinal.

Grêmio mostra força e talento no Olímpico


Hugo corre para a torcida depois de abrir o placar para os gaúchos no Olímpico

O cansaço pela maratona de jogos do Grêmio tirou Borges do segundo tempo. Mário Fernandes também não voltou. As dores no ombro direito o incomodam há algum tempo. Leandro e Joilson entraram, respectivamente. A mudança no ataque deixou os gaúchos mais velozes na frente. Sem mudar peças, o Flu também se adiantou. O ataque buscava tabelas, tentava ser agressivo. Nos primeiros minutos, os cariocas até equilibraram a partida, mas durou pouco.

Hugo, Douglas, Leandro e Jonas decidiram que era a hora de infernizar a defesa adversária. Movimentação intensa, toques rápidos, velocidade nos contra-ataques. Virou uma pressão quase que insuportável para o time de Muricy. Até que a resistência acabou, aos 15. Hugo, melhor jogador do Grêmio na partida, aproveitou uma sobra de bola na entrada área e disparou de esquerda. O goleiro Rafael tentou defender, mas não segurou. Um gol monumental, do tamanho do Olímpico.

Douglas também tentou, mas parou na defesa. Jonas, que perdeu o hábito de passar em branco nas partidas, ampliou, aos 22. Após cruzamento para a área, o camisa 7 aproveitou um momento de liberdade e fez 2 a 0. Poderia ter sido mais. Não fosse o goleiro Rafael, Hugo e Jonas teriam transformado a vitória em goleada, aos 25 e aos 31. O meia arrancou quase do meio-campo e bateu forte. O atacante foi deixado por Leandro na cara do gol e soltou uma bomba. O camisa 1 foi bem nos dois lances.

Daí em diante foi só festa. A torcida do Grêmio cantou a classificação de um time que tem mostrado força nos momentos decisivos da temporada. Campeão gaúcho, semifinalista da Copa do Brasil. O Imortal, no melhor estilo copeiro, vai batalhar pelo pentacampeonato.

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