domingo, 16 de maio de 2010

Barça é campeão e Real empata

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barcelona comemora gol sobre o valladolidBarcelona comemora (Foto: AFP)
O Barcelona confirmou seu favoritismo e, com uma vitória por 4 a 0 sobre o Valladolid, no Camp Nou, conquistou neste domingo o bicampeonato espanhol. Prieto (contra), Pedro e Messi (duas vezes) fizeram os gols que asseguraram aos catalães o vigésimo título nacional de sua história.
Com os gols que marcou, Messi igualou o recorde histórico de Ronaldo, que em 1996-1997 terminou a temporada com 47 tentos (melhor desempenho do clube em todos os tempos). Só pelo Campeonato Espanhol, Messi fez 34 gols.
Recorde de gols de Outro recorde obtido foi o da pontuação do Barcelona. A equipe atingiu a marca inédita de 99 pontos. Foram três a mais do que o vice Real Madrid, que nesta última rodada não passou de empate com o Málaga (1 a 1). Com a derrota diante do Barça, o Valladolid foi rebaixado. Um susto e nada mais Logo no início do jogo, o Barcelona, que teve Daniel Alves titular (Maxwell não jogou), deu uma bobeada incrível e quase entregou um gol de presente ao Valladolid. Valdés dominou mal uma bola recuada e Barragán dividiu com o goleiro. A bola sobrou limpa para Manucho, que bateu com o gol vazio. O goleiro Puyol apareceu para salvar o Barça.
barcelona comemora o título espanholJogadores festejam o título espanhol (Foto: AFP)
messi comemora, barcelona x valladolidMessi e Pedro, pura alegria (Foto: EFE)
O lance mexeu com o time da casa, que acordou e começou a ameaçar o rival. O Barcelona criou diversas chances para abrir o placar. Aos 22, Messi fez boa jogada individual pela esquerda e saiu na cara do goleiro Jacobo, mas bateu na rede pelo lado de fora. Gol contra abre a porteira De tanto tentar, o Barça fez o primeiro aos 27 minutos. Pedro recebeu no lado esquerdo da área, gingou diante da marcação, foi ao fundo e cruzou rasteiro para o meio. O zagueiro Luis Prieto tentou salvar e mandou contra a própria rede. Aproveitando-se do momento ruim do rival, o Barcelona foi para cima e ampliou aos 31 minutos. Messi avançou pelo meio, tabelou com Touré e deu passe com açúcar para Pedro. O atacante tocou na saída de Jacobo e correu para a galera. Messi fecha uma temporada de exceção No segundo tempo, praticamente campeão, o Barça fez o que sabe de melhor: tocou a bola. O time não correu riscos e ainda ampliou, justamente com seu maior craque. Touré fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para Messi, gol vazio, empurrar para a rede. Quem pensou que o show havia terminado, se enganou. Ainda houve tempo para mais um gol de Messi. Aos 31, o camisa 10 recebeu bola na entrada da área, passou por dois marcadores e bateu cruzado para fazer o 4 a 0. Foi a senha para a festa no Camp Nou.

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sábado, 15 de maio de 2010

Milan vence Juventus com show de Ronaldinho

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Ronaldinho Gaucho, comemora com Leonardo, MilanRonaldinho Gaúcho cumprimenta Leonardo. Técnico
deixa o Milan após a vitória deste sábado (Foto: AFP)
Ronaldinho foi a estrela da vitória do Milan contra o Juventus por 3 a 0 neste sábado. O craque brasileiro anotou dois belos gols no clássico, que marcou várias despedidas. O técnico Leonardo, o goleiro Dida e o zagueiro Favalli fizeram seus últimos jogos pelo Rubro-Negro.
O resultado não mudou a posição do Milan, que encerrou o Campeonato Italiano na terceira posição, com 70 pontos e uma vaga na Liga dos Campeões. Já o Juventus terminou a competição com uma campanha decepcionante, ficando apenas em sétimo e não se classificando para nenhuma competição europeia.
No domingo, será conhecido o campeão nacional. O Inter de Milão encara o Siena, fora de casa, e só precisa de um triunfo simples para ser pentacampeão. Já o Roma, que encara o Chievo, em Verona, tem de vencer e torcer por um tropeço do líder.
Torcida homenageia técnico

Apesar de estar fora da luta pelo título, a torcida do Milan não culpou o técnico pela campanha. Os torcedores gritaram o nome do técnico por várias vezes, antes, durante e após o final do jogo. O presidente do clube, Silvio Berlusconi, por sua vez, foi o principal alvo dos protestos das arquibancadas.
Vitória tranquila
O Milan não encontrou dificuldades para chegar a sua vitória. Logo aos 14 minutos, Seedorf lançou Antonini, que tocou na saída de Buffon e abriu o placar. Aos 28, Ronaldinho roubou a bola de Chiellini, tabelou com Pato e marcou o segundo.
Na etapa final, o camisa 80 fez mais um ao dar belo chute no canto, sem chances para o goleiro Manninger, que entrou no intervalo. Substituído aos 25 minutos da etapa final, Ronaldinho Gaúcho, que está na lista de espera da seleção brasileira para Copa do Mundo, foi aplaudido de pé. Antes de ir para o banco, deu um abraço forte e demorado em Leonardo.
Time do Milan abraça leonardoTime do Milan abraça Leonardo (Getty Images)
Dida também foi bastante aplaudido, após sair aos 40 do segundo tempo. O goleiro é outro que não voltará a defender o time de Milão na próxima temporada de acordo com o jornal "La Gazzetta Dello Sport".
Lazio se despede com vitória
Em outra partida deste sábado, o Lazio venceu o Udinese por 3 a 1. O atacante Di Natale marcou o gol de honra da equipe alvinegra e segue como artilheiro do Campeonato Italiano, com 29 gols.

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Bayern goleia Werder na final da Copa Alemanha

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Olic, bayern de muniqueOlic, autor do segundo gol, comemora com o
zagueiro Van Buyten (Foto: Reuters)
Sem dificuldades e quase em ritmo de treino, o Bayern de Munique goleou o Werder Bremen por 4 a 0, neste sábado, e garantiu o título da Copa da Alemanha. A equipe bávara, que já havia levantado o caneco da Bundesliga na semana passada, agora se foca na decisão da Liga dos Campeões, no próximo dia 22, contra o Inter de Milão, para garantir a tríplice coroa na temporada 2009/2010.
Atuando com sua força máxima, inclusive com Ribéry - suspenso, o francês não participará da final da Champions -, o Bayern tomou conta do jogo desde o apito inicial e abriu o placar no estádio Olímpico de Berlim ainda na primeira etapa. Após cruzamento na área aos 34 minutos, o zagueiro Mertesacker colocou a mão na bola, Pênalti. O holandês Robben cobrou e converteu.
bayern munique, torcidaTorcida do Bayern festeja o título (Foto: Reuters)
No segundo tempo, o croata Olic ampliou aos seis. Ribéry, após assistência de Van Bommel, fez o terceiro aos 20.
Aos 38, Lahm deu lançamento primoroso para Schweinsteiger. O meia dominou no peito dentro da área e, com um leve toque de pé direito, fez o quarto gol e fechou o caixão do Werder, que contou com o brasileiro Naldo como titular. A vitória garantiu a 15ª Copa da Alemanha para o Bayern de Munique, maior vencedor da história da competição.
bayern munique campeãoCapitão Van Bommel ergue a taça da Copa da Alemanha e faz a festa (Foto: Reuters)

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Vitória perde

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Em Goiânia, Atlético-GO e Vitória fazem o primeiro duelo das semifinais da Copa do Brasil com o mesmo sonho: chegar à final do torneio pela primeira vez. O time baiano já esteve mais perto do feito. Em 2004, também chegou às semifinais, mas foi eliminado pelo Flamengo. Já o Dragão faz uma campanha histórica. Antes, o máximo até onde os goianos haviam chegado foi nas oitavas de final, em 2007 e 2008. O jogo, que será disputado no Serra Dourada, tem início às 21h50m (horário de Brasília). O GLOBOESPORTE.COM transmite a partida em Tempo Real a partir das 21h20m.

Para sair de Goiânia com um bom resultado, o Vitória terá que quebrar uma escrita. Os dois times se enfrentaram apenas três vezes em torneios da elite do futebol nacional. Em nenhum deles, o time baiano conseguiu sair de campo vitorioso. Foram dois empates e uma vitória do Dragão.

Atlético-GO quase completo e com preocupação na defesa

O técnico Geninho não teve que quebrar muito a cabeça para montar a escalação do Atlético-GO para a partida. Apenas um jogador desfalcará a equipe. Suspenso, Jairo dá lugar a Welton Felipe, que já o substituiu contra o Grêmio, no último fim de semana. Márcio, que se recupera de lesão na coxa direita, não preocupa.

Os jogadores do Dragão estão confiantes para a partida. Apostando no bom retrospecto em casa neste ano (o time tem 80% de aproveitamento), os goianos acreditam que podem sair de campo com um bom resultado. Contudo, a maior preocupação do time é não sofrer gols.

- Jogando dentro de casa, a gente sabe que não pode tomar gols. O 1 a 0 já é um ótimo resultado. Quando você leva gols jogando no seu campo, acaba tendo muito mais dificuldade para avançar no torneio – disse o zagueiro Welton Felipe.
Leão muito desfalcado

Se Geninho não tem muito o que lamentar, o mesmo não se pode falar de Ricardo Silva. O técnico dos baianos terá cinco desfalques para a partida. Ramon e Nino Paraíba estão lesionados e Rafael Granja e Egídio estão suspensos. No meio, Bida deve ser o titular na vaga de Ramon. Já para as laterais foram relacionados Léo e Maurim.

Por conta dos desfalques, o técnico preferiu fazer mistério sobre a escalação que mandará a campo. O treinador diz que só definirá isso momentos antes do jogo.

- Não vou falar nada sobre esse assunto. O time vai ser conhecido na hora da partida.

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Gremio bate Santos

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Grêmio e Santos protagonizaram nesta quarta-feira um dos jogos mais emocionantes do futebol brasileiro na temporada. Sete gols, emoção de sobra e muita luta. O Tricolor gaúcho larga em vantagem na primeira parte da semifinal da Copa do Brasil. Depois de uma etapa inicial trágica, quando sofreu dois gols e viu o Olímpico praticamente ruir, o time de Silas se recuperou nos 45 minutos restantes, virou o jogo e fez 4 a 3. Borges, três vezes, e Jonas deixam a equipe azul mais perto da decisão. Mas o Peixe, que não contou com Neymar (suspenso) no Sul, ainda tem gás de sobra. Com dois de André e um de Robinho – este quando o jogo estava 4 a 2 – os Meninos da Vila têm boas chances de avançar.
Na quarta-feira que vem, na Vila Belmiro, o Grêmio joga por qualquer empate. o Santos precisa de uma vitória simples (1 a 0) ou por um gol de diferença (até 3 a 2). A repetição do placar de Porto Alegre leva aos pênaltis. A partir de 5 a 4 dá Grêmio.

Pelo Brasileirão, os dois times voltam a jogar neste domingo. O Grêmio recebe o Corinthians, no Olímpico, e o Santos pega o Ceará, na Vila. Ambos serão às 16h (de Brasília).

Ganso, André e Felipe: Santos em vantagem
Não deve ser nada agradável olhar para o outro lado do campo e ver o Santos, que fez mais de cem gols no ano, como adversário - mesmo sem Neymar, suspenso. Encarar um clube copeiro como o Grêmio, tetracampeão da Copa do Brasil, também não parece ser a melhor das visões. Os primeiros 90 minutos da semifinal começaram sob intensidade máxima. Violência também. Ora os gaúchos batiam, ora os santistas chegavam com um pouco mais de força.
Sem Neuton na lateral esquerda, Silas mudou o esquema. Passou do 4-4-2 para a formação com três zagueiros. Mário Fernandes pela direita, Ozeia centralizado, e Rodrigo na esquerda. Edílson assumiu a ala direita, e Hugo, a esquerda. A intenção do treinador gremista era proteger Rodrigo, pendurado com dois cartões amarelos. Conseguiu por curtos 12 minutos. Foi o tempo que Paulo Henrique Ganso precisou para aparecer. Depois de se livrar de um adversário com um lindo chapéu, recebeu falta muito dura do defensor. Punido com cartão amarelo, Rodrigo não joga a partida de volta.
Ganso não fez gol. Nem precisava. Foi o dono do primeiro tempo: toques precisos, classe, visão. O garoto é a categoria em pessoa. Não recebeu marcação especial. Talvez tenha sido o maior erro de Silas. A defesa gaúcha também falhou. Aos 15, o goleiro Victor saiu mal na cobrança de escanteio, ninguém conseguiu cortar a bola, e André apareceu livre na segunda trave para cabecear. Sétimo gol dele na Copa do Brasil.
Foi como um soco no estômago para o Tricolor. A torcida cantou, tentou empurrar, mas o time sentiu. Faltou ar. Aos 20, Douglas perdeu a bola para Ganso no meio-campo, e o camisa 10 fez lindo passe para André. Na cara do gol, o atacante bateu com categoria e frieza: 2 a 0. Um silêncio cortante feriu o Olímpico por um minuto. Foi quando Willian Magrão arrancou pouco depois do meio-campo para tentar resolver. Acabou parado com falta na grande área. Pênalti para Jonas cobrar. Autor de sete gols em sete jogos na Copa do Brasil, o atacante vacilou. Bateu mal, no centro, e o goleiro Felipe defendeu. Aparecia a terceira peça fundamental do time de Dorival Júnior na partida.
Abalado, Silas voltou ao 4-4-2. Edílson foi jogar na lateral esquerda, Mário ficou na direita, e Hugo no meio. Em nenhum momento o Grêmio se omitiu. Chegou com Adilson, Edílson e Borges. Todos com chances claras. Felipe fez milagres. Pegou chute quase da pequena área, colocado no cantinho e bomba de primeira. O Peixe poderia ter liquidado o adversário e até a classificação para a final. Marquinhos ficou na frente de Victor e desperdiçou. Aos 32, quase um gol monumental. Ganso recebeu de Robinho na área, encobriu Victor com uma cavadinha, mas a bola foi teimosa e acertou o travessão.

Douglas, Jonas e Borges: Grêmio vira. Robinho deixa o Peixe vivo

O Grêmio soube controlar os nervos na volta do intervalo. Silas não fez mudanças, mas organizou o time. Sangue frio conta muito numa decisão. O Tricolor soube esperar um vacilo santista para diminuir a vantagem. Aos 12, Douglas recebeu passe na área, tentou bater de esquerda, e a bola sobrou para Borges. Oportunista, o camisa 9 foi rápido o suficiente para se livrar da marcação e marcar: 2 a 1. Não parecia dia de avalanche, mas só parecia.

Borges comemora gol com piruetaBorges comemora um de seus gols com a tradicional pirueta. (Foto: Ag. Estado)

O Grêmio tem três jogadores fundamentais: Douglas, Jonas e Borges. São a engrenagem do time. E quando ela funciona é difícil parar. O combustível é a euforia de uma torcida apaixonada, que quer de qualquer jeito a quinta Copa do Brasil. Aos 18 minutos, o meia recuperou a posse de bola no meio-campo e lançou Jonas na ponta direita. O atacante rolou para o companheiro na área, e Borges não deixou barato. Chute seco, de primeira, sem chances para Felipe. Era o 2 a 2, e o Olímpico tremia.

Jonas sabe fazer muito mais do que servir bem. Não se abateu pelo pênalti perdido no primeiro tempo. Compensou com um gol sensacional, aos 22. Ele recebeu a bola na entrada da área e não pensou duas vezes. Bateu na gaveta de Felipe. Pobre Felipe. O Olímpico explodiu, os jogadores do Grêmio correram pelo gramado sem rumo, eufóricos: virada com a cara do Imortal. Melhor apelido não haveria neste instante.
O Santos nem de longe parecia aquele time temido, absoluto. Ganso sumiu, André não foi acionado. Robinho pouco apareceu. Os Meninos da Vila acusaram o golpe. O Tricolor aproveitou. Aos 30, em jogada ofensiva pela esquerda da área, Borges ficou na cara de Felipe e bateu colocado: 4 a 2, e Santos no bolso.

Mas quem tem Ganso e Robinho não está desamparado. Aos 37, o camisa 10 encontrou o atacante da seleção brasileira na área e lançou. Domínio no peito e bola na rede: 4 a 3. Gol que mantém o Peixe bem vivo. O Grêmio terá vantagem na Vila Belmiro. Vai ter volta?

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Universidad de Chile por 3 a 2 Flamengo

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Na terça-feira, Adriano chorou ao não ver o seu nome na lista de convocados para a Copa do Mundo de 2010. Nesta quarta-feira, o sofrimento foi de todos os rubro-negros. Apesar de atuar com um jogador a mais por todo o segundo tempo, o atual campeão brasileiro jogou muito mal no Maracanã, foi derrotado pelo Universidad de Chile por 3 a 2 e ficou em situação delicada na Taça Libertadores. E se desperdiçou chances incríveis no duelo de ida pelas quartas de final, o Fla poderia ter deixado o gramado com um resultado ainda pior. A equipe chilena também perdeu excelentes oportunidades, especialmente no primeiro tempo. O Rubro-Negro marcou o segundo gol apenas aos 44 da etapa final, graças a um desvio na zaga aliado à falha do goleiro Pinto.
Na próxima quinta-feira, em Santiago, o Flamengo precisará vencer por dois gols de diferença  para chegar à fase semifinal da Libertadores. Ou por um, se marcar quatro tentos. Se devolver o 3 a 2, a decisão será nos pênaltis.
A noite começou ruim para o Fla já fora do estádio. O primeiro obstáculo foi a logística equivocada. A delegação rubro-negra enfrentou trânsito intenso no trajeto Barra da Tijuca-Maracanã e chegou ao estádio apenas 35 minutos antes de o jogo começar. O que prejudicou o aquecimento dos jogadores. Situação semelhante à que viveu na eliminação para o América-MEX, em 2008.
O início da partida também foi tenso. Antes mesmo do apito inicial, torcedores pediram raça ao time. Pareciam estar adivinhando. Desligado, o Rubro-Negro falhou duas vezes antes dos três minutos. Primeiro, Olivera chutou por cima quase na entrada da pequena área. Depois foi a vez de Rômulo errar na saída de bola, e Bruno salvar de maneira espetacular uma finalização de Montillo.

Adriano parece não acreditar no resultadoAdriano parece não acreditar após perder chance
incrível no primeiro tempo (Foto: Agência Estado)
Mas não houve perdão para o terceiro cochilo, aos quatro minutos. Juan e Maldonado se enrolaram na marcação no lado esquerdo, Willians tirou mal, e Victorino chutou rasteiro para abrir o placar, após cobrança de córner. Se a ansiedade já era alta, multiplicou-se por mil.
O calmante quase veio aos 12. Léo Moura cruzou da direita, Vagner Love cabeceou, a bola desviou em Olarra e tocou no travessão antes de sair pela linha de fundo.
Mas a atuação do sistema defensivo destoava. Olivera ganhou fácil de David e chutou no canto aos 16. Bruno saltou e salvou o segundo. A torcida começou a gritar por Petkovic, mas Rogério, perdido à beira de campo, tirou Rômulo e colocou Michael com 20 minutos de jogo. O treinador derrubou as próprias convicções e voltou ao esquema de Andrade.
Em vez de incentivar, a torcida transmitiu ainda mais nervosismo ao gritar insistentemente por Pet. E a resposta foi outro gol dos chilenos. Após cruzamento na área, aos 24 minutos, Bruno falhou feio, e Olarra cabeceou para o gol vazio. O goleiro reclamou de falta, mas não adiantou.
Adriano? Bem, começou a partida correndo, buscando o jogo, mas ficou refém da pífia exibição do time. Foi dele o esboço de reação, aos 38. Kleberson cruzou da direita, e o Imperador cabeceou no canto direito. Depois de sete gols sem festejar, enfim, o camisa 10 voltou a comemorar.
O lance acordou o Maracanã. Love perdeu chance incrível logo depois. Mas não tanto quanto a  de Adriano em seguida, aos 43. Com o gol aberto, o atacante chutou por cima, desperdiçando uma oportunidade incrível. E levando os torcedores ao desespero.
Se falhava no ataque, o mesmo ocorria no setor defensivo rubro-negro. Aos 45, a zaga novamente permitiu que os chilenos contra-atacassem. Vargas, com Bruno batido, chutou para fora. A esperança da torcida renasceu aos 46, quando Iturra deu carrinho por trás em Willians e foi expulso.
Na última chance da primeira etapa, Adriano cobrou falta, a zaga desviou parcialmente, e a bola caiu no peito de Vagner Love. Era a chance do empate antes do intervalo. O artilheiro, que teve uma atuação muito ruim, dominou, ajeitou o corpo e chutou por cima. Quase na marca do pênalti. O apito final de Carlos Amarilla aconteceu com Love estatelado no chão, incrédulo com o gol que perdera.
Ducha de água fria no início
O Flamengo voltou para o segundo tempo com Petkovic no lugar de Maldonado. A ousadia foi castigada duramente. Aos dois minutos, Montillo aproveitou-se de um dos diversos buracos na defesa, cruzou da esquerda, e Fernandez, livre, completou para fazer o terceiro.
O Império do Amor continuou seu calvário. No minuto seguinte, Petkovic cruzou na medida para Adriano. Ele subiu e cabeceou no travessão. Se a dupla de ataque não acertava, na outra área Bruno ouvia vaias dos torcedores.
Com um homem a menos e uma boa vantagem no marcador, o time visitante se retraiu, e o Flamengo seguiu pressionando. Mas de forma desordenada. Aos 23, Adriano ensaiou uma embaixadinha dentro da área. A bola sobrou para Petkovic, que com o goleiro fora da meta, cruzou. Mas o Imperador não conseguiu alcançar. A bola passou. E o que foi parar dentro do gol foram dois jogadores do Universidad de Chile após trombada com o camisa 10 do Fla.
Aos 26, Rogério Lourenço chamou Dênis Marques para entrar. O que revoltou ainda mais os já irritados torcedores rubro-negros. O escolhido para sair foi Kleberson, que jogou mal um dia depois de ser escolhido por Dunga para ir ao Mundial na África do Sul.
Com três atacantes em campo, o time carioca seguiu com muitas dificuldades de superar o bloqueio adversário na entrada da área. E os erros continuaram. Como aos 30 minutos, quando Vagner Love tropeçou na bola dentro da área e foi desarmado. Se foi decisivo para a classificação do time no duelo diante do Corinthians, o atacante teve atuação muito aquém do esperado nesta quarta.
O time brasileiro passou a recorrer a cruzamentos sobre a área. Aos 33, Leo Moura centrou para Adriano, que desviou. O goleiro Miguel Pinto defendeu. No minuto seguinte, novo centro da direita. E o mesmo desfecho. Bola nas mãos do arqueiro após cabeçada de Ronaldo Angelim.
Nessa altura, o Universidad do Chile demonstrava estar mais do que satisfeito com o que havia obtido. Quem demonstrava insatisfação eram os torcedores rubro-negros no Maracanã, com o resultado e as falhas do time. O que se ouvia no estádio era a cantoria da pequena torcida chilena.
A partir dos 40 minutos, o time visitante voltou a se lançar ao ataque e obrigou Bruno a fazer duas boas intervenções. Já o Fla continuava errando passes e concluindo fraco ao gol. Mas a equipe conseguiu diminuir o prejuízo aos 44 minutos. Juan arriscou de fora da área e contou com a sorte. A bola desviou na zaga e enganou o goleiro, que também colaborou.
O gol acordou a torcida. Os gritos de incentivo voltaram. Mas acabaram aos 47, quando Juan errou um passe fácil para Petkovic pela esquerda. Um final coerente para um jogo em que o Flamengo abusou de errar antes mesmo de a partida começar.

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São Paulo2 x 0 Cruzeiro

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O São Paulo venceu não só o Cruzeiro por 2 a 0 nesta quarta-feira, no Mineirão. Com atuação inspirada do estreante Fernandão, o Tricolor superou também a desconfiança da própria torcida e as críticas de parte da imprensa. Com gols de Dagoberto e Hernanes, o time deixou encaminhada a vaga para a semifinal da Taça Libertadores. A equipe pode perder por um gol de diferença na próxima quarta-feira, às 21h50m, no Morumbi, que se classificará. O time mineiro precisa vencer por três ou mais gols de diferença ou devolver os 2 a 0 para decidir a classificação nos pênaltis.
Em jogo nervoso, são-paulinos abrem o placar
O nervosismo mandou no início de jogo. Por parte do Cruzeiro, muitas faltas, enquanto os são-paulinos exageravam nos passes errados. Os visitantes levaram o primeiro susto em cobrança de escanteio, aos nove minutos do primeiro tempo. Henrique subiu mais que Richarlyson e cabeceou forte para o gol. Rogério Ceni fez bela defesa, em cima da linha, mas a arbitragem interrompeu a partida porque Kleber, em posição irregular, participou do lance, atrapalhando a visão do goleiro e tentando desviar a bola.
Os cruzeirenses mantiveram a pressão. Aos 13, Diego Renan fez o passe para Kleber, que invadiu a área pela esquerda, driblou dois zagueiros e chutou rasteiro com força, mas Ceni defendeu mais uma.

Hernanes comemora com o cruzeirense caídoHernanes comemora no Mienrão (Foto: EFE)
Os tricolores investiam tudo nos contra-ataques, sempre buscando Fernandão. Aos 21, Marlos fez o passe para o novo camisa 15 do Morumbi, na entrada da área cruzeirense. De costas para a meta, Fernandão passou de primeira para Dagoberto, que foi à linha de fundo, pela esquerda, e tentou o cruzamento rasteiro, mas Thiago Heleno se antecipou e afastou o perigo.
Foi como um ensaio para o que estava por vir. Aos 24, Marlos tabelou com Fernandão, que fez belo passe pelo alto e devolveu para o meia nas costas da zaga. No cruzamento, Dagoberto ganhou a disputa com os defensores e desviou para as redes.
O gol não chegou a calar a torcida celeste, que compareceu em bom número ao Mineirão. Mas ficou evidente o abalo. Em campo, os jogadores da Raposa também sentiram e tiveram trabalho para se reorganizar.
Aos 31, Kleber recebeu belo passe de Fabrício, dentro da área, se livrou de dois marcadores e tentou um toque sutil para o gol, mas Rogério Ceni apareceu e cortou com um soco. Os anfitriões voltaram a levar perigo aos 40, quando Thiago Ribeiro subiu mais que a zaga paulista, em cruzamento de Jonathan, mas cabeceou para fora.


Calcanhar de Fernandão é decisivo
As equipes voltaram dos vestiários sem alterações, mas enquanto o Cruzeiro demonstrava disposição renovada para correr atrás do prejuízo, o São Paulo cresceu em confiança com o gol, e buscou seu espaço em campo. Mas, assim como na etapa inicial, a Raposa teve a primeira boa chance. Aos quatro, Thiago Ribeiro recebeu na área, pela esquerda, ajeitou e chutou no canto direito de Rogério Ceni, que fez mais uma participação importante e espalmou para escanteio.
Com os são-paulinos se aventurando mais na tentativa de criar jogadas de ataque, o técnico Adilson Batista decidiu explorar a maior exposição dos rivais e trocou o lateral-esquerdo Diego Renan pelo atacante Guerrón, aos 10 – deslocando o convocado Gilberto, até então praticamente nulo como meia, para a ala. O goleiro Fábio foi obrigado a mostrar serviço aos 14, quando se antecipou a Marlos, que invadia a área em velocidade pelo meio, e ficou com a bola. Em seguida, aos 18, Adilson fez mais uma alteração, que rendeu protestos de parte da torcida celeste: Fábio Santos no lugar de Fabrício.
Mas o sistema defensivo mineiro não conseguia lidar com a troca de passes veloz dos são-paulinos. Aos 20, Fernandão recebeu na entrada da área, pela direita, e, com um passe de calcanhar, tirou dois marcadores e deixou Hernanes sozinho, de frente para o gol. O camisa 10 escolheu o canto esquerdo de Fábio para fazer o segundo dos visitantes. O golpe desta vez se mostrou fatal, e a torcida mineira se calou. Aos 24, Rogério Ceni deu mais um motivo para aumentar a apreensão dos celestes ao defender chute colocado de Kleber.
A seguir, dois equívocos da arbitragem. Aos 26, Fernandão, em posição regular, recebeu passe entre os zagueiros cruzeirenses, invadiu a área e foi ao chão, na disputa de bola com o goleiro Fábio. Mas a arbitragem falhou e paralisou o lance, indicando impedimento inexistente. Depois o erro foi contra a Raposa, aos 30. Thiago Ribeiro recebeu na meia-lua e chutou forte para o fundo das redes, mas o assistente levantou a bandeira e o árbitro anulou o que seria o primeiro gol celeste.
Com o São Paulo visivelmente cansado, os cruzeirenses apostaram em Roger, na vaga de Gilberto, que deixou o campo vaiado pela própria torcida. Ricardo Gomes respondeu substituindo Júnior César por Jorge Wagner e Fernandão por Washington. Aos 38, foi a sorte quem reforçou a zaga tricolor, no chute de Roger que bateu nas duas traves antes de ser afastada pela defesa.

Foi a senha para a festa da pequena torcida tricolor no Mineirão, que no ano passado amargou uma eliminação na mesma fase da Libertadores no mesmo estádio e para o mesmo rival. Primeiro, foram os gritos de 'o campeão voltou', substituídos pelos de 'o Mineirão calou' após o apito final.

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